A Rússia realizou um bombardeio em uma área residencial na cidade ucraniana de Dnipro durante o último fim de semana que matou cerca de 40 pessoas, incluindo três crianças, e deixou mais de 70 feridos. O número foi atualizado na manhã desta segunda-feira (16) pelo Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia. A busca por destroços e sobreviventes continua, podendo aumentar o número de vítimas.
De acordo com o chefe do Conselho Regional de Dnipropetrovsk, Nikolai Lukashuk, o complexo residencial atingido pelo bombardeio russo teve 72 apartamentos destruídos, e outros 230 foram danificados. Mais de 7,4 mil toneladas de destroços foram retiradas do local. As equipes de resgate continuam a procurar sobreviventes sob os escombros por quase dois dias. Mais de 500 pessoas e 140 equipamentos estiveram envolvidos na operação de busca e salvamento.
A Rússia, por sua vez, não assumiu que tenha envolvimento no ataque. O representante do Ministério da Defesa da Federação Russa, Igor Konashenkov, em briefing sobre a operação militar na Ucrânia em 15 de janeiro, não mencionou o bombardeio em Dnipro. "Em 14 de janeiro, um ataque com mísseis foi realizado no sistema de comando e controle militar da Ucrânia e instalações de energia relacionadas. Todos os alvos atribuídos foram atingidos. O objetivo do ataque foi alcançado", disse Konashenkov sem dar detalhes.
O porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, declarou nesta segunda-feira (16) que as forças armadas russas não estão atacando prédios residenciais, mas mirando "em alvos militares, explícitos ou disfarçados". "Vocês mesmo viu a conclusão de alguns representantes do lado ucraniano, que disseram que esta tragédia foi resultado de um contra-míssil e defesa aérea", disse Peskov a jornalistas.
Kiev informou que os bombardeios russos durante o fim de semana deixaram entre 100 e 200 pessoas desabrigadas e cerca de 1.700 moradores de Dnipro ficaram sem eletricidade ou calefação.
Edição: Nicolau Soares