Genocídio

‘Chega de punição coletiva’: Lula aumenta repasses à agência para refugiados palestinos

Presidente reforça apoio a órgão ligado à ONU que enfrenta crise iniciada por acusações de Israel

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O anúncio dado pelo mandatário durante uma visita à Embaixada da Palestina, em Brasília - Ricardo Stuckert/PR

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu ampliar as doações e repasses financeiros à Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), o órgão internacional que fornece ajuda humanitária aos palestinos em situação de refúgio na Faixa de Gaza.

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O anúncio dado pelo mandatário durante uma visita à Embaixada da Palestina, em Brasília, na quinta-feira (08), foi divulgado pelo Palácio do Planalto no dia seguinte.

“O Brasil exorta a comunidade internacional a manter e reforçar suas contribuições para o bom funcionamento das suas atividades. Meu governo fará aporte adicional de recursos para a agência”, declarou Lula.

Por outro lado, o presidente reforçou que as denúncias contra os funcionários da UNRWA “precisam ser devidamente investigadas, mas não podem paralisá-la”. 

“Chegou a hora de pôr fim à catástrofe humanitária que se abateu sobre os mais de dois milhões de palestinos que vivem em Gaza. Quase 30 mil pessoas morreram, a maioria crianças, idosos e mulheres indefesas. Mais de 80% da população foi realocada à força (…). Chega de punição coletiva”, acrescentou o petista.

Lula mencionou ‘punição coletiva’, o mesmo termo utilizado pelo próprio comissário-geral da UNRWA, Phelippe Lazzarini, no momento em que diversos países passavam a declarar suspensão de ajuda à agência da ONU.

Opera Mundi consultou o Itamaraty sobre a definição do valor a ser repassado pelo Brasil, mas até o fechamento desta reportagem não obteve resposta.

Os últimos dados divulgados pelo órgão internacional revelam que o orçamento total de 2022 foi de US$ 1,17 bilhão. Os maiores doadores foram os membros da União Europeia, que destinaram US$ 520 milhões, e os Estados Unidos, com US$ 344 milhões. O Brasil enviou apenas US$ 75 mil.