Soberania

É importante que América Latina governe a si mesma, diz Evo após eleição na Venezuela

Rafael Correa, ex-presidente do Equador, compartilhou da opinião do boliviano: 'a saída é a integração'

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evo morales e rafael correa
Os ex-presidentes Evo Morales e Rafael Correa falaram em evento em Caracas, um dia após eleição venezuelana - Reprodução/Twitter

O ex-presidente da Bolívia Evo Morales felicitou nesta segunda-feira (07/12), durante o evento "Diálogo entre Civilizações", realizado pelo Instituto Samuel Robinson, em Caracas, a Venezuela pela realização das eleições legislativas do último domingo. Ele ressaltou a necessidade de os países latino-americanos se unirem no combate ao imperialismo e pediu união entre forças progressistas.

"É importante que nós governemos a nós mesmos, nós fizemos isso na Bolívia com a união dos povos originários com o governo", disse. "Eles nos dividem para nos dominar. Só com a nossa unidade será possível enfrenta-los", afirmou.

::O que está acontecendo na Venezuela?::

O boliviano também citou o Fundo Monetário Internacional como "instrumento de dominação" que deseja que "os povos sejam mais ignorantes e mais pobres para saqueá-los e roubar seus recursos naturais".

O antigo líder sindical, que foi observador internacional do pleito venezuelano, afirmou que a votação foi "uma festa democrática" e destacou a importância da soberania da região.

A Venezuela foi às urnas nesse domingo para escolher os próximos 277 deputados que irão compor a Assembleia nacional do país. O Grande Polo Patriotico, coalizão chavista, venceu com ampla vantagem o pleito e marcou a retomada do controle do legislativo pelas forças de esquerda.

Correa

O ex-presidente do Equador Rafael Correa também esteve presente no evento e cumprimentou o povo venezuelano pela realização da votação. "Só o povo pode decidir seu próprio futuro", disse.

A Opera Mundi, Correa falou sobre planos de integração entre Equador e Venezuela caso as forças progressistas apoiadas por seu grupo político vençam as eleições presidenciais equatorianos no próximo ano.

"A saída é a integração. Temos que recuperar a Celac, a UNASUL, criar nossos próprios espaços para resolver conflitos, disse.

O ex-mandátario ainda falou sobre o papel diplomático que a extrema direita brasileira exerce no continente com Jair Bolsonaro e disse acreditar que "logo o povo brasileiro vai reagir a tudo isso".

"Lembre-se de que, se não tivessem prendido Lula, ele seria eleito. Quando prenderam Lula, derrubaram a democracia brasileira", disse.