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Aliado de Bolsonaro, deputado Rodrigo Bacellar é reeleito presidente da Alerj

Presidente estadual do União Brasil se mantém na presidência da casa legislativa por unanimidade

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) |
Presidente da Alerj ostenta medalha 'imbrochável' ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) - Reprodução/Redes sociais

*Atualizado em 4/2/2025 às 7h20

O deputado Rodrigo Bacellar foi reeleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta segunda-feira (3). Em clima pacífico, a sessão foi marcada pelo amplo apoio dos partidos da base governista, e também da oposição. 

A votação, realizada no Palácio Tiradentes, confirmou o já esperado segundo mandato de Bacellar à frente do parlamento. O orçamento da Alerj é superior a R$ 1,3 bilhão este ano. Durante a sessão, o presidente estadual do União Brasil recebeu elogios pela condução dos trabalhos legislativos, mas houve críticas ao governo Claudio Castro (PL).

Em geral, a avaliação da bancada progressista foi de que Bacellar respeita as diferentes convicções políticas. Todos os 70 deputados votaram a favor da reeleição. Bacellar é considerado um dos nomes mais influentes do centrão fluminense.

Um mês antes de se reeleger à presidência da Alerj, Bacellar se reuniu com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre uma eventual candidatura à sucessão ao governo do Estado. Em junho do ano passado, o deputado foi presenteado com uma medalha de "imbrochável" pelo ex-presidente na sede do PL em Brasília. 

A mesa diretora é composta por 13 integrantes, sendo um presidente, quatro vice-presidentes, quatro secretários e quatro vogais. O colegiado é responsável pela direção dos trabalhos legislativos e serviços administrativos da assembleia. A chapa de vitoriosa "Somos um só por um Rio melhor" é composta em sua maioria por deputados do Partido Liberal (PL).

Caso Ceperj

Além de aliado de Bolsonaro, o presidente da Alerj foi um dos investigados no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) no caso de desvios na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). 

A acusação do Ministério Público Eleitoral (MPE) envolvia o suposto uso de cargos “secretos” da chapa Castro e seu vice Thiago Pampolha (MDB) e outros 11 réus para fins eleitorais em 2022. 

Em maio, a justiça eleitoral decidiu contra a cassação do mandato do governador fluminense, de Bacellar e outros envolvidos. No entanto, a Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) apresentou um recurso que deve voltar a ser julgado nesta terça (4). 

O pedido da acusação argumentou pela suposta vantagem recebida pelos candidatos nas eleições de 2022 com o uso da máquina pública na Ceperj e na Uerj, com a contratação de funcionários em ano eleitoral e falta de transparência nos pagamentos.

Edição: Clívia Mesquita