LUTA

Em Minas Gerais, manifestações contra o racismo marcam o dia 20 de novembro

Neste ano, protestos também denunciam genocídio na Faixa de Gaza

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG) |
Dia da Consciência Negra marca o aniversário de morte do líder quilombola Zumbi dos Palmares - Fernando Frazão/Agência Brasil

Neste ano, o 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, reúne uma série de manifestações e atividades contra o racismo estrutural. Como foco, as organizações e lideranças que organizam os protestos denunciam a escalada da violência policial, que tem vitimado, principalmente, jovens e crianças negras das periferias.

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Em Belo Horizonte, o ato começa às 17h, na Praça Sete, no Centro da cidade. Diante da conjuntura geopolítica, a manifestação, que é convocada por mais de 30 organizações antirracistas, também pede o fim do massacre do povo palestino promovido por Israel, que já matou mais de 11500 pessoas na Faixa de Gaza. O ato reivindica ainda a intervenção da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti.

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João Gualberto Gonçalves, que foi membro do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Compir) da capital mineira, entre 2020 e o início deste ano, destaca que as mobilizações deste ano acontecem em um contexto político mais favorável, após a derrota de Jair Bolsonaro (PL) nas últimas eleições presidenciais.

“Será o primeiro 20 de novembro após a pandemia e esperamos que seja um momento para o movimento negro retomar o diálogo com a sociedade sobre nossas pautas históricas. Além disso, também será nossa primeira manifestação durante o terceiro governo Lula (PT) e isso é importante, porque, além das denúncias, podemos apresentar o que temos debatido sobre as necessidades de políticas públicas”, avalia.

Outras ações

Além do protesto, a capital mineira possui durante todo o mês uma programação, organizada pela prefeitura, voltada para o combate ao racismo. Ao todo são mais de 20 atividades, entre rodas de conversa, seminários, cine debates, oficinas, apresentações artísticas e outros. Para conferir toda a grade, clique aqui.

Outros municípios mineiros também terão mobilizações. Em Juiz de Fora, na Zona da Mata, por exemplo, o 20 de novembro terá um ato em frente à Câmara Municipal, a partir das 17h. Entre as reivindicações, o movimento pauta a aprovação do Projeto de Lei (PL) 207/2022, que está em tramitação na Casa e que propõe a criação de um feriado municipal no Dia da Consciência Negra.

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Em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), no domingo (19), acontece a 15ª Festa da Igualdade Racial, denominada “Kizomba”. A atividade será das 10h às 17h, na Associação Cultural Afro Brasileira.

Ainda na RMBH, em Contagem, a programação organizada pela prefeitura busca resgatar a memória, a história e as conquistas do povo negro. Durante todo o mês de novembro, acontecem um conjunto de ações, sendo que, no dia 20, das 10h às 16h, o município terá a celebração de entrega do Prêmio Zumbi dos Palmares, que homenageia pessoas e entidades que atuam em favor da comunidade afrodescendente.

Em Montes Claros, no Norte de Minas, para marcar o novembro negro, no sábado (18), acontece o Festival Cultura Negra. A atividade, que terá em sua programação uma série de apresentações culturais, será no Centro de Convívio Luizinha Gonçalves, a partir das 12h.

Já em Teófilo Otoni, que fica na região do Vale do Mucuri, entre os dias 22 e 27 de novembro, acontece o curso “Aquilombar nos vales: diálogos com Lélia González e Beatriz Nascimento”, organizado pelo Observatório dos Direitos das Mulheres da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).

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Fonte: BdF Minas Gerais

Edição: Larissa Costa