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Como curtir a natureza em segurança? Confira dicas no Programa Bem Viver

A tragédia em Capitólio acendeu um sinal de alerta: é possível se prevenir em situações como essa?

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Conversar com a população local é uma boa dica para curtir natureza com segurança - Foto: Ofini / Wikimedia
Tromba d' água, correnteza e rocha solta são alguns pontos importantes de atenção

A tragédia do último sábado (8) na cidade mineira de Capitólio acendeu um sinal de alerta para turistas do país e levantou uma questão: é possível se prevenir em situações como essa? Ou de outros acidentes em trilhas e cachoeiras?

A edição de hoje (14) do Programa Bem Viver conversa com o chefe da previsão do tempo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Francisco Assis, que dá dicas de como aproveitar as férias junto a natureza, com segurança. O Inmet é responsável por emitir alertas de risco meteorológico pelo país.

Vale ressaltar que o que ocorreu em Capitólio foi uma tragédia que não deve se repetir cm frequência. Mas existem inúmeros outros riscos que a que turistas estão sujeitos quando resolvem aproveitar trilhas e cachoeiras, principalmente em locais desconhecidos por eles. Tromba d' água, cabeça d’ água, correnteza e rocha solta são alguns pontos importantes de atenção.

Além de utilizar recursos tecnológicos dos órgãos de controle, uma boa dica é conversar com a população local. Normalmente quem é da região sabe como funciona o clima e consegue prever só riscos.

Chuvas e secas

Em Minas Gerais, ontem (13) foi um dia de um pouco de alívio nas tempestades, mas alguns incidentes aconteceram. Um deles provocou imagens chocantes: o desmoronamento de terra que destruiu um casarão histórico de Ouro Preto (MG).

Segundo a Guarda Municipal, a área estava isolada desde cedo, por conta de um alerta a respeito de um pequeno deslocamento de terra no local. Por conta disso, ninguém se feriu. Ouro Preto é um dos 341 municípios em situação de emergência em decorrências das chuvas atingem o estado mineiro.

A comunidade do Distrito de Macacos, em Nova Lima (MG) está sem atendimento médico no centro de saúde devido à falta de água na região, decorrente das chuvas fortes registradas nos últimos dias. O transporte público também está suspenso, já que os acessos ao distrito continuam precários.

A mineradora Vale, que opera no local, disponibilizou caminhões-pipa para a comunidade. Mas a quantidade é insuficiente, segundo o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Andre Luiz Freita Dias, que acompanha de perto a situação de Macacos.

No distrito, há um muro construído pela Vale para conter possíveis rejeitos da barragem B3/B4. A estrutura está sob curso de um pequeno ribeirão e é mais alta do que um prédio de 10 andares. Com a chuva dos últimos dias, o nível da água aumentou e não há vazão devido ao muro. Imagens captadas pela população mostram a água no limite do transbordamento.

Até o momento nenhuma casa foi diretamente atingida pela enchente, mas a preocupação é de um possível rompimento da barragem. Se ele ocorrer, a população tem apenas uma rota de fuga, a estrada Campos Costa, que também foi atingida pela chuva e tem trechos intransitáveis.

A Mina B3/B4 vai encerrar as atividades e passa por um processo arriscado de descaracterização, que envolve retirada de milhões de metros cúbicos de rejeitos.

Já no sul do Brasil, ontem foi mais um dia de calor extremo. A cidade gaúcha de Uruguaiana, na fronteira com Uruguai, registrou a maior temperatura em 60 anos. O termômetro chegou a 41 graus. Em São Borja, também no Rio Grande do Sul, a temperatura passou de 44 graus.

A Defesa Civil de Porto Alegre emitiu um alerta de onda de calor até o próximo (16). Os índices de radiação ultravioleta atingirão níveis entre 11 e 16, indicando cuidado extremo.

Independência pelo cacau

O Programa Bem Viver vai para a Bahia contar uma história emocionante: aproximadamente 150 agricultores são responsáveis pelo Assentamento Dois Riachões, referência na produção de cacau agroecológico.

Por anos, eles viviam sob condições análogas à escravidão em uma fazenda e hoje fazem o assentamento crescer junto com a produção e a renda das famílias.

Uma dupla de documentaristas foi conhecer a história deles e se impressionou com a alegria do grupo. O trabalho é feito sempre com cantos e risadas, fruto da conquista da terra regularizada após quase 10 anos de luta. O resultado foi o documentário “Cacau e Liberdade”.


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Edição: Sarah Fernandes