Crise

Rejeição a Bolsonaro bate novo recorde e chega a 51%, aponta Datafolha

Divulgada na tarde desta quinta-feira (8), pesquisa da XP/Ipespe também mostra rejeição recorde ao presidende de 52%

Brasil de Fato | São Paulo (SP) |

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Pesquisas apontam rejeição recorde de Jair Bolsonaro em meio a denúncias de corrupção na compra de vacinas - Fernando Frazão / Agência Brasil

A rejeição ao presidente Jair Bolsonaro bate novo recorde e chega a 51%, pior marca registrada desde o início de seu governo em 2019, segundo o Datafolha. No último levantamento, realizado em maio, 45% das pessoas entrevistadas disseram reprovar a gestão Bolsonaro. 

A pesquisa ouviu 2.074 pessoas acima de 16 anos nos dias 7 e 8 de julho em 146 municípios brasileiros de forma presencial.  A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. 

XP/Ipespe: suspeitas de corrupção em compra de vacinas são provavelmente verdadeiras para 63%

Ainda segundo a pesquisa, índice de pessoas que consideram a gestão de Jair Bolsonaro regular caiu de 30% em maio para 24% em julho. O número de pessoas que aprovam o atual governo se manteve em 24%
 

XP/IPespe aponta rejeição de 52% 

Divulgada na tarde desta quinta-feira (8), pesquisa da XP/Ipespe também mostra que a avaliação negativa da gestão de Jair Bolsonaro atingiu o maior patamar desde o início de seu governo: 52% das pessoas entrevistadas consideram seu governo ruim ou péssimo. A rejeição ao presidente está em crescimento constante desde outubro, quando chegou ao menor patamar, com 31%.

Sobre um pedido de impeachment do presidente,49% dizem ser favoráveis e 45% são contrários – uma pequena variação no intervalo de cinco meses, quando os favoráveis eram 46% e os contrários, 47%.

O levantamento também aponta que 63% das pessoas entrevistadas consideram que as suspeitas de desvio de recursos na compra de vacinas pelo governo Bolsonaro são "provavelmente verdadeiras". 

Para 41% das pessoas entrevistadas, há envolvimento de membros do governo e para 15%, do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Outros 28% avaliam que há envolvimento dos dois.

Foram realizadas, para a pesquisa, 1.000 entrevistas em todo o território nacional nos dias 5, 6 e 7 de julho. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

 

Edição: Leandro Melito