Antibolsonarismo

Centrais sindicais e movimentos populares preparam manifestações para dias 18 e 19

Jornal Brasil Atual deste 15 de junho também traz os destaques da sessão da CPI da Covid desta sexta-feira (11)

Ouça o áudio:

Manifestação do #29M pela saída imediata de Jair Bolsonaro da Presidência da República, em Macéio (AL) - 29 de maio de 2021 - Comunicação MST

Na sexta-feira (18), as centrais farão atos nos locais de trabalho e terminais de transporte público. Já no sábado (19), será realizado outro grande ato nacional pelo impeachment de Bolsonaro. As manifestações também estão previstas para acontecer em outros países.  

As centrais sindicais se organizam para fazer novos atos na próxima sexta-feira, dia 18. A pauta mais uma vez é por vacina para todos, em defesa do auxílio emergencial de R$ 600 reais, contra a fome o desemprego e pelo fim do governo Bolsonaro. 
As 11 entidades já divulgaram que as mobilizações em âmbito nacional acontecerão nos locais de trabalho e em terminais de transporte público, respeitando todos os protocolos sanitários contra a covid-19.

Além disso, as centrais também apoiarão o grande ato que será realizado no sábado. Para Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, "é inadmissível o cenário que Bolsonaro criou para o país, em que os mais afetados são os trabalhadores e trabalhadoras".

Raimundo Bonfim, da coordenação da CMP (Central dos Movimentos Populares) e da Frente Brasil Popular, avalia que uma segunda mobilização nacional se faz necessária, após as novas denúncias contra o governo Bolsonaro, como o presidente ignorar as mais de 50 ofertas que recebeu para a compra de vacinas.

Os atos do dia 29 de maio em mais de 200 cidades Brasil afora foram realizados cumprindo os protocolos de segurança. As milhares de pessoas que foram às ruas usavam máscaras.

Segundo Bonfim, o que se viu na ocasião foi solidariedade, com muita gente levando máscaras profissionais de sobra para distribuição. "Em várias manifestações, nossas entidades levaram máscaras para doar nas manifestações, pessoas que tinham melhores condições também levaram máscaras melhores, ofereceram para a outros manifestantes para substituírem pelas máscaras mais adequadas", contou o dirigente.

A expectativa é que o ato do dia 19 de junho, seja maior, "por conta da avaliação positiva das pessoas que viram que é possível ir às ruas e se cuidar, diferentemente dos atos organizados pela direita", argumentou Raimundo Bonfim.

Na coluna Plenos Poderes desta semana, o jornalista Rodrigo Vianna traz uma análise sobre os resultados da pesquisa realizada pela XP/Ipespe, que indicou mais uma vez o favoritismo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022. No levantamento divulgado hoje, Lula aparece com quatro pontos percentuais à frente do atual presidente Jair Bolsonaro. 

Isso significa que o petista subiu três pontos desde a pesquisa realizada em maio, chegando a 32%. Bolsonaro perdeu mais um ponto, e ficou com 28% das intenções de voto. O ex-senador Ciro Gomes caiu mais: de 9% para 6%. O ex-juiz Sergio Moro também caiu de 8% para 7%. O mesmo ocorreu com o apresentador de TV Luciano Huck, que tinha 5% ficou com 4%.

"Bolsonaro está em um nó, se mantém suficientemente forte pra não cair, mas o apoio que tem não é suficiente para ganhar a eleição em 2022", apontou Vianna.

*Com informações de Larissa Bohrer.

Confira todos os destaques do dia, incluindo os detalhes sobre sessão da CPI da covid desta sexta-feira, no jornal completo no áudio acima. 

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O Jornal Brasil Atual Edição da Tarde é uma produção conjunta das rádios Brasil de Fato e Brasil Atual. O programa vai ao ar de segunda a sexta das 17h às 18h30, na frequência da Rádio Brasil Atual na Grande São Paulo (98.9 MHz) e pela Rádio Brasil de Fato (online). Também é possível ouvir pelos aplicativos das emissoras: Brasil de Fato e Rádio Brasil Atual.

Edição: Mauro Ramos