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Pazuello ganha cargo no governo Bolsonaro com salário de mais de R$ 16 mil

General da ativa e ex-ministro agora é funcionário da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência

Brasil de Fato | São Paulo (SP) |

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Pazuello e Bolsonaro participaram sem máscara de ato pró-presidente - Reprodução

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello foi nomeado, nesta terça-feira (1), secretário de Estudos Estratégicos da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Com o novo cargo, o general vai receber um salário de pouco mais de R$ 16 mil, o que equivale a mais de 42 auxílios emergenciais de R$ 375 (o maior valor do benefício).


Nomeação do ex-ministro foi publicada no Diário Oficial da União / Reprodução

O anúncio aconteceu em edição extra do Diário Oficial da União desta terça, e a nomeação, que acontece dois meses e meio após sua demissão do cargo no Ministério da Saúde, foi assinada pelo ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos.

General da ativa, Pazuello tinha voltado ao Exército desde então. Porém, a nomeação aconteceu depois que as Forças Armadas abriram uma apuração para entender a participação do oficial em um ato político que demostrava apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A prática é vedada pelo regulamento militar.

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Durante o protesto, os dois não usaram máscara. A ação aconteceu logo após o ex-ministro ter participado da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid e ter pedido desculpas por não ter usado o equipamento de proteção em um shopping em Manaus. “O que acredito que causou isso tudo é a compreensão de que hoje sou uma pessoa conhecida, virei um homem público, e mesmo naqueles 8 metros fui fotografado. Peço desculpas.”, disse o ex-ministro, tentando se explicar pela participação sem proteção no ato de Bolsonaro.

O ato de Bolsonaro contou com milhafres de motociclistas que passearam pelas ruas da Barra da Tijuca, bairro da zona Oeste do Rio onde o presidente mantém uma residência, no condomínio "Vivendas da Barra". A manifestação terminou com um ato político e aglomeração na orla da praia, onde apoiadores do presidente se reuniram para ouvir o mandatário e seus correligionários políticos, entre eles Pazuello e o deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ), que usava uma camiseta com a figura de Bolsonaro em cima de um cavalo.

 

Edição: Vinícius Segalla